COMO O ESPORTE BRASILEIRO SE SUSTENTA?

Mercado da
BOLA

A maior parte do faturamento esta na negociação de atletas e nos direitos da transmissão das partidas na televisão.

Os clubes de futebol, têm diversas fontes de renda que vão desde a negociação de atletas (compra e venda) à venda de produtos licensiados e bilheterias dos jogos. Mas nem todos os clubes tem as mesma possibilidades de receitas. Isso depende muito de quatro principais fatores:

1 - Tipo de Pessoa Jurídica do clube. Se ele é: Associação ou Empresa

2 - Estrutura física do clube

3 - Esporte praticado & Corpo de atletas profissionais

4 - Engajamento com sua torcida & marcas


Mas porquê será que estes faturos são tão significativos para determinar as possibilidades de geração de receita que o clube pode ter? Neste post, vamos te explicar o que são estes fatores e como eles impactam diretamente na projeção do faturamente dos clubes brasileiros, sejam eles profissionais (federados em suas confederações vigentes Séries Super ou A-B) ou emergentes (federados em suas confederações vigentes série C à diante e os clubes e equipes amadoras).


TIPO DE PESSOA JURÍDICA, ASSOCIAÇÃO OU EMPRESA

O tipo de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) pode ser crucial no resultado de lucratividade de uma empresa esportiva. Por lei, a Associação é sem fins lucrativos. Isso não significa que ela não pode gerar lucro, mas que é obrigatório que todo o seu lucro seja reinvestido nela própria. Ou seja, fica fora de cogitação alocar capital em participações em outros negócios para aumento de lucro. A distribuição do lucro obviamente, é proíbida entre sócios. É permitida a retirada de pró-labore (salário com base no piso salarial estabelecido em Lei para o exercício do cargo administrativo de Associação Esportiva). Ou seja, fica difícil a obtenção de investimentos diretos na Associação, pois o investidor não terá saída de seu lucro.

Outro fator prejudicial a receita sustentavel de uma Associação é que ela não pode ter sócio fixo, o corpo dirigente de uma Associação deve mudar de tempos em tempos. Essa mudança constante de gestão em uma empresa, geralmente é bem prejudicial para expanção como negócio

Já no caso de uma inscrição de CNPJ como empresa com fins lucrativos, há facilidades para obter investimentos diretos. Os lucros podem ser retirados pelo investidor e pelos sócios e a gestão se mantém entre os sócios fundadores, se estes quiserem. Mas por Lei, estas empresas não podem contar com o apoio de recursos público diretos para pagar suas despesas. Um apoio que as Associações Desportivas podem contar, para quitar despesas de taxas federativas, transporte de atletas e empréstimos de espaços para treinos, eventos e partidas amistosas, a menos que retornem beneficios diretos a socidade.

A escolha do tipo de CNPJ para uma empresa esportiva, vai muito de acordo com o capital inicial dos sócios e de seu objetivo com o negócio. Exemplo: se o clube inicia como um grupo de pessoas que praticam o esporte e decidem empreender no sertor, ou se é constutido por investidores que vizam lucro no mercado esportivo.


ESTRUTURA FÍSICA DO CLUBE

Uma boa estrutura física do clube pode ajudá-lo muito na obtenção de receita! Se a estrutura permitir em seu interior a abertura de espaços comerciais, como lanchonetes e lojas, o clube pode faturar com esta prestação de serviços em dias de partidas, locação do espaço para eventos e até manter os comercios abertos e faturando em dias que não há partidas.

Um case de sucesso deste modelo no Brasil é o Allianz Park, que além dos comercios citados a cima, também conta com auditório e uma rede de salas comercias para locação a empresas usarem como escritórios. Além disso, o investimento tecnológico realizado no estádio, têm permitido o mesmo tornar-se o mais procurado da America Latina para locação no produção de shows & outros eventos.


ESPORTE PRATICADO & CORPO DE ATLETAS PROFISSIONAIS

É de senso comum que popularidade é a chave para o lucro de qualquer negócio e produto. Então, ao falarmos de esporte, essa “regra de mercado” também vale. Sendo assim, se o esporte praticado pela empresa esportiva, for o futebol, com certeza vai movimentar mais dinheiro e gerar mais renda. Mas há sempre a excessão comprativa entre momento de empresa e gestão. As vezes um empresa esportiva cujo a prática é o vôlei, pode movimentar mais dinheiro do que um time de futebol. Basta analisar a recente formada equipe de vôlei Vedacit do município de Guarulhos, que recebeu patrocinio anual estimado em R$ 10Mi da empresa que hoje dá nome a equipe, versus ao faturamento de equipes mais antigas de futebol que ainda não atingiram este digito.

Mas saindo das exceções e voltando as oportunidades, no mundo do futebol, especificamente do futebol masculino, as possibilidades para geração de receita são maiores. Já que a popularidade do esporte no mundo é maior e isso gera um mercado grandioso de negociação de jogadores estimado em U$$ 110bilhões no mundo e R$ 900Milhões no Brasil anualmente.

Além, da popularidade do futebol possibilitar um mercado gigante de negociação de atletas, também permite maior número em venda de produtos licensiados, bilheterias, patrocínios, publicidade e ganho na venda dos direitos de transmissão das partidas. Aos 16 principais times do país, esse faturamento obtido representa em média mais o menos R$ 400 Milhões ao ano por clube.


ENGAJAMENTO COM SUA TORCIDA & MARCAS

Todo esporte têm seu tamanho de mercado e toda empresa esportiva têm seu tamanho potencial de mercado. O que define isso, além dos fatores explicados acima, é a capacidade da empresa esportiva engajar-se com sua torcida e marcas para atrair parcerias.

Independete do esporte praticado pela empresa, ter um bom relacionamento com seus fãs e saber explorar comercialmente isso, faz toda a diferença!

A maioria das empresas esportivas no Brasil não sabem ainda aproveitar ao máximo esse engajamento. O Brasil ainda tem um caminho muito grande pela frente no entendimento e desenvolvimento do conceito de fã engajament. Mas já conquista receitas médias de R$470Milhões em programas de sócio torcedor em 100 diferentes clubes de futebol e bilhões em vendas de produtos licenciados.

Saindo da seara do futebol, outros esportes também faturam com sua boa atuação juntamente à torcida. Muitas equipes de basquete, vôlei, e-Sports e atletas olímpicos, recebem doações públicas e privadas para participar de competições oficiais e até treinar. Seus espaços publicitários e produtos comercializados, também têm um impacto positivo em sua renda anual que também chegam nas casa dos milhões.

O importante de entender como o esporte se sustenda é ter a percepção da estrutura financeira deste ecossistema que guarda muitas oportunidades de lucro para os Membros do Trader Club StadiumGO!.

Nossa plataforma StadiumGO! INVEST trás aos nossos usuários a oportunidade de lucrar junto com os clubes nesse econossistema financeiro que os alimenta, e assim como o explicamos aqui no post, nos comprometemos a ajudar nossos usuários no conhecimento do mercado ecômico esportivo e nas grandes oportunidades que ele guarda para aqueles que contém mente aberta e instinto investidor.


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Fontes: Sports Value, Statista, CBF, FinancialBuzz